A produção de milho tem avançado de forma significativa no Acre e fortalecido a cadeia produtiva em municípios do interior. Em Plácido de Castro e Acrelândia, as unidades da Companhia de Armazéns Gerais e Entrepostos do Acre (Cageacre) operam com capacidade máxima, impulsionadas pelo aumento do volume de grãos recebidos para limpeza, secagem e ensacamento.
Safra 25/26 do milho deve superar os dados do último ano. Foto: Dhárcules Pinheiro/SecomNa safra 2024/2025, a produção do grão registrou crescimento de 10,6%, passando de 126,3 mil para 139,7 mil toneladas, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O resultado é atribuído à ampliação da área plantada, ao aumento da produtividade por hectare e ao apoio do governo do Estado.
Além disso, as condições favoráveis de solo e clima da região também têm contribuído para o avanço da produção. Para a safra 2025/2026, a expectativa é de um crescimento ainda maior, reforçando os impactos positivos das políticas públicas e do suporte oferecido aos produtores rurais, especialmente aos agricultores familiares.
Armazéns de Plácido de Castro e Acrelândia encontram-se em operação com capacidade máxima. Foto: Dhárcules Pinheiro/SecomA governadora Mailza Assis tem anunciado investimentos em todos os municípios do Acre e, por meio do contato direto com a população, tem ouvido dos próprios cidadãos que os benefícios das ações do governo estão chegando na ponta.
“É sempre muito gratificante chegar ao interior e ouvir dos próprios produtores que o nosso trabalho está dando certo. A agropecuária gera renda, movimenta a economia e garante mais qualidade de vida às famílias do campo, especialmente aos agricultores familiares. Nosso compromisso é justamente proporcionar melhores condições de produção, fortalecendo quem vive e trabalha na terra”, afirmou Mailza.
Governadora Mailza reforçou a importância de investir no agronegócio. Foto: Neto Lucena/SecomSomente em Plácido de Castro, cerca de 180 produtores ligados à agricultura familiar levam diferentes variedades de milho para o armazém da Cageacre. Além deles, produtores de lavoura em maior escala também utilizam o serviço, já que, após todo o processo, o grão sai pronto para comercialização.
Entre o início de abril e os primeiros dias de maio, foram registrados 17.919 volumes de milho beneficiados na unidade de Plácido de Castro, totalizando 895,95 toneladas do grão. Os números reforçam a efetividade da atuação do Estado, garantindo mais agilidade no processamento da produção e retorno mais rápido para as famílias.
Após todo o processo de limpeza, secagem e ensacamento, o milho já sai pronto para ser comercializado. Foto: Dhárcules Pinheiro/SecomDe acordo com o diretor-presidente da Cageacre, Pádua Cunha, os produtores acreanos têm descoberto o potencial das terras do estado para o cultivo de diversos produtos. Diante desse crescimento, o governo destaca que o Estado precisa estar preparado para oferecer o suporte necessário ao fortalecimento da produção.
“Fiquei muito feliz porque a governadora Mailza Assis está preocupada com essa situação. Iremos elaborar um projeto para ampliar os nossos armazéns, tanto aqui em Plácido de Castro quanto em Acrelândia, pois, com o nosso apoio, todo o processo até a comercialização ocorre a um valor acessível. Daqui, o produtor pega o milho e já consegue comercializar”, pontuou.
“O Acre está crescendo, e a nossa economia avançando”, disse Pádua Cunha. Foto: Dhárcules Pinheiro/SecomO avanço da produção de milho no Acre também tem impactado diretamente outras cadeias produtivas do estado. A partir do grão, são produzidas rações utilizadas na criação de suínos, peixes, aves e ovinos. Com maior oferta de milho beneficiado, os custos tendem a diminuir, incentivando o crescimento de diferentes segmentos da pecuária local.
Em 2025, o armazém da Cageacre em Acrelândia já enviou cerca de 50 mil sacos de milho para municípios do Vale do Juruá. O volume evidencia a integração entre as regiões acreanas e demonstra o desenvolvimento do comércio interno, reduzindo a dependência de produtos vindos de outros estados.
Todos os dias, caminhões carregados de milho chegam aos armazéns. Foto: Dhárcules Pinheiro/Secom“Agora, o plano é expandir para garantir que eles tenham um espaço apropriado. O governo realiza esse trabalho diretamente voltado aos pequeno e médio produtores. Muitas vezes, até aos domingos, autorizo a abertura de um armazém para beneficiar de 60 a 100 sacas”, ressaltou Cunha.
Produção e sustentabilidade lado a lado
O Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac) tem intensificado as ações de ordenamento e licenciamento ambiental voltadas às atividades agrícolas no estado. Segundo dados da Divisão de Uso do Solo da autarquia, somente em 2025 já foram licenciados 17.876 hectares destinados ao cultivo de milho e soja em diferentes cidades acreanas.
Estado aposta na união da produção com a sustentabilidade. Foto: Dhárcules Pinheiro/SecomOs municípios de Capixaba e Plácido de Castro concentram as maiores áreas licenciadas para o cultivo. O avanço do plantio ocorre com base em critérios técnicos e ambientais, garantindo que o aumento da produção aconteça de forma regularizada e em conformidade com a legislação.
O trabalho do Imac segue as diretrizes do governo do Estado, que busca conciliar desenvolvimento econômico e preservação da floresta. A licença garante segurança jurídica ao produtor rural e assegura que a expansão agrícola ocorra conforme os critérios da sustentabilidade, promovendo o uso adequado do solo.









