O governo do Acre, por meio do Departamento de Educação Especial da Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE), em parceria com o Centro de Apoio ao Surdo (CAS), realiza nesta quinta-feira, 11, a 2ª Formação Continuada para Professores Intérpretes no Centro de Apoio Pedagógico para Atendimento às Pessoas com Deficiência Visual do Acre (CAPDV), em Rio Branco. A ação atende, nos turnos da manhã e tarde, mais de 60 profissionais que atuam na rede pública.

A formação visa capacitar os professores sobre as orientações de segurança nas escolas, para garantir um ambiente seguro, inclusivo, e acessível, bem como orientar esses agentes no uso de materiais bilíngues no contexto do aluno surdo.

“O CAS foi convidado para integrar essa participação com a alta e baixa tecnologia, devido ao recente episódio de violência no Acre. Nós trabalhamos com um público específico, que tem uma comunicação diferenciada, observando a necessidade de trabalhar com os professores os cuidados e os protocolos que devem ser observados”, explicou a chefe do CAS, Lindomar Araújo.
“A figura do profissional na escola é ser o agente de comunicação acessível, não é só com o aluno, mas com toda a escola. O colégio tem que saber se comunicar com aquele aluno, então a gente quer que esse agente de comunicação da escola, que é o professor-tradutor-intérprete, como também as professoras de libras, levem formatos, estratégias, e possibilidades. Nossa preocupação é pensar como a escola vai agir para beneficiar o aluno com a comunicação diferenciada”, disse.
A professora da Educação Especial, Mirlene Gomes, que atua na Escola José Rodrigues Leite e entrou na última chamada do concurso da Educação, explica a importância de capacitar os profissionais que atuam nas escolas.

“Tudo o que estamos aprendendo aqui, sobre o protocolo de segurança, sobre as altas e baixas tecnologias, imagens visuais, vamos poder passar para a nossa escola. Vamos poder trabalhar, junto, intérpretes com os professores, com a coordenação e com a equipe pedagógica, para levar esse conhecimento”, disse.
As tecnologias assistivas aos surdos podem ser tanto de alta tecnologia, isto é, dispositivos de comunicação aumentativa, softwares de reconhecimento de voz, quanto de baixa tecnologia, como cartazes, imagens e a bengala.
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